Politécnico

17.01.2023

Porto Alegre, 1978. É concluída a construção do Edifício Politécnico na Travessa Saúde, esquina com a Rua Germano Petersen. Uma ação conjunta de e para um pequeno grupo de profissionais da construção civil que gerou este pequeno conglomerado de 6 conjuntos de salas. Com sorte, resgatamos a edição 122 da revista Projeto (1989), por onde podemos viajar no tempo e conhecer mais sobre a jóia de um dos mais importantes arquitetos modernos do cenário gaúcho - Cláudio Araújo.

Os detalhes chamam a atenção do visitante. O volume central da circulação é escultórico e singelo. O guarda-corpo de chapas de aço dobradas e envoltas em tubos de alumínio conduz com elegância até o nível da cobertura. Sobre a escada, no ponto mais alto do prédio, uma grande clarabóia ilumina naturalmente toda a circulação, conforta os que circulam e surpreende os que chegam ao topo, vendo o céu e suas variações.

As lajes protendidas com vão livres de 11 x 8,5 metros, as fachadas em fita de granilha cinza, as janelas recuadas, as aberturas verticais levemente assimétricas, a escala próxima às pessoas. Dentre tantos atributos, estes são alguns dos que fazem do Politécnico, um desses prédios que não gritam por atenção, mas nos apaixonam do momento em que começamos a detalhá-lo.

As lajes protendidas com vão livres de 11 x 8,5 metros, as fachadas em fita de granilha cinza, as janelas recuadas, as aberturas verticais levemente assimétricas, a escala próxima às pessoas. Dentre tantos atributos, estes são alguns dos que fazem do Politécnico, um desses prédios que não gritam por atenção, mas nos apaixonam do momento em que começamos a detalhá-lo.

Revista Projeto, 1989 - edição 122

Apesar de moderno, ele não se isola do que está a sua volta.

Seu térreo se integra à cidade ao mesmo tempo que delimita o que é público e o que é privado.

Sua estética é singela e possibilita a transformação sutil ao longo do tempo de acordo com as necessidades dos novos habitantes.

O cuidado com os detalhes e as soluções não convencionais que se complementam dão personalidade.

A vida cotidiana fica mais feliz.

O corpo edificado humildemente aceita o que não pode controlar.

Já completando seus 40 anos, a árvore Guapuruvu faz poesia enquanto cresce, sobe e envolve as janelas do lado leste. Enquanto isso, cria exuberantes vistas estacionais que dispensam qualquer quadro no interior.

 

É por causa de tantos atributos que bastou uma primeira visita ao quarto andar para que as sensações - só a vivência pode explicar! - dissessem que era este o lugar para começar a escrever a história da Compor.

Aqui, vimos a representação do que buscamos causar em quem vive a cidade, assim como na vida das pessoas que se permitirem.

 

 

 

Não podemos passar sem deixar nossa homenagem aos envolvidos. Em especial, ao arquiteto Cláudio Araujo, à arquiteta colaboradora Cláudia Obino Frota, ao engenheiro de instalações Werner H.F. Laub e ao engenheiro estrutural Hugolino Prá. Graças a eles, o Edifício foi projetado, construído, habitado e garantiu seu espaço marcando no tempo através da arquitetura.

Hoje podemos dizer que a Compor tem, de fato, um lar.  

 

 

 

Este site usa cookies para fornecer a funcionalidade necessária do site. Ao usar nosso site, você concorda com nossa Política de Privacidade e uso de cookies.